terça-feira, 28 de abril de 2026

O DJC é uma obra de Deus na Igreja, com fins de evangelização, santificação e multiplicação

 




O DJC é uma obra de Deus na Igreja, com fins de evangelização, santificação e multiplicação.
Jo 15,8 Meu Pai é glorificado quando vocês são meus discípulos e produzem muitos frutos!

Esta inspiração também está presente no direcionamento de 
Paulo a Timóteo (2Tm 2,2): “O que você aprendeu de mim, ensine a outras pessoas, que por sua vez ensinem a outras pessoas”. 


Nada no DJC é coincidência, mas providência Divina

O DJC é impulsionado pela providência divina, pela fidelidade e dedicação à missão recebida de Deus.

O carisma DJC é a via concreta para cada um de nós evangelizar alcançar a santidade e também fazer multiplicar.

Nessa grande variedade de associações de Apostolado é que o DJC se enquadra, como.uma associação de leigos, caracterizado por fins de Evangelização e santificação.

O seu estilo de ser Igreja através de uma espiritualidade profunda paulina, é focado na evangelização e multiplicação.

O DJC começa no carisma vocacional.

Quem é DJC precisa ser de fato pelo carisma.

É próprio do carisma DJC, a evangelização e a multiplicação, ou seja, aquele que for pescado pra ser evangelizado, deva também pescar outros pra evangelizar e fazer multiplicar.

Quem é DJC, não basta apenas ser disciplinado, ter espiritualidade, não basta ser exemplar e dar testemunho, é necessário para a Igreja e o carisma DJC também evangelizar e multiplicar. 

Muitas vezes sem saber vemos que são muitos os irmãos que acolhem nossa vida, nosso carisma comungam do nosso mesmo ideal, se entusiasmam até com a nossa missão e por isso querem também viver o carisma.

E aos que estão mergulhado no carisma DJC, é porque Deus quer fazer em cada um deles uma grande obra de restauração, transformação de vida, santificação, por isso que Ele os encaminha para conviver, caminhar, crescer dentro do carisma.

Somos muitos amados, e por isso o Pai confiou tanto em nós, a ponto de colocar sob nossa responsabilidade como que uma 'empresa' para evangelizar por meio de sua Palavra e multiplicar.

É grande tão grande a confiança de Deus, que Ele tem investido muito e entregue tudo em nossas mãos.

O sucesso ou o fracasso de uma empresa não depende dos outros, mas unicamente de cada um que trabalha nela. Da mesma forma assim é na comunidade em que estamos, o sucesso ou fracaso depede de nós mesmos, da nossa falta de responsabilidade, da nossa falta de compromisso, do nosso trabalho não realizado, da não vivência do nosso carisma. E óbvio que sem o cultivo do carisma fundacional, se perda a identidade, finalizando na falta de vocação. Uma coisa está ligada na outra.

Por isso que se diz que aquela pessoa saiu por falta de vocação. 

Mas o fato é que no devorrer da caminhada ela que foi matando o carisma por falta de cultivo, com isso a identidade se pendendo, se deformando, ficando distorcida, e terminando perdendo a vocação.

O cultivo do carisma (dom dado por Deus) é necessário, porque é ele que define a identidade de um grupo ou indivíduo, prevenindo a confusão e garantindo a autenticidade da vocação. Sem o cultivo diário desse dom, há um descaso total com a graça recebida, abrindo espaço e brecha para a "diabolização" (divisão) e a perda do propósito. 

O carisma não é para uso individual, mas para formar um corpo comunitário (vida fraterna), onde a vocação é exercida. O sentido de pertença é fundamental para o crescimento e a fidelidade ao projeto de Deus. 

O carisma é uma "veste" que identifica o membro, e mantê-lo vivo é essencial para a saúde vocacional da comunidade e de seus integrantes.

Nossa relação com Deus no DJC, é uma relação de missão, de trabalho, de comprometimento a exemplo de como assim é em uma empresa, pois somos seus operários.

O que as pessoas também confundem muito e esquecem, é que estão tratando de uma fundação.

Fundação é como uma empresa.

Se toda empresa tem seus estatutos, normas e regras a serem seguidos, a fundação também tem.

Por exemplo: A empresa, ou seja a sociedade empresária pra ser mais exata, tem suas obrigações a cumprir, ela tem as eleições, o seu núcleo gestor, as assembléias, as constituições, e a sua autoridade liderança a direcionar. O mesmo acontece no carisma de uma fundação.

Mesmo que a gente as vezes se depare com a movimentação da saída de algumas pessoas que se retiraram por diversos motivos delas mesmas, cabe a nós somente acolher e abençoar a decisão tomada, interceder somente e tocar o barco pra frente.

Não podemos esquecer também que algumas pessoas por falta de consistência e definição no carisma, tendem a de passar só um tempo. E essas pessoas que infelismente saem ou irão sair, é por pura ingratidão e imaturidade.

Enquanto muitos outros que ficam, continuam, permanecem pela força e consistência do carisma, por amor e gratidão a Deus pelo grande bem que ele tem feito.

Não podemos nos espantar, pois é muito comum qualquer obra com tantos membros, que alguns naturalnente queiram, venham seguir outros caminhos, e quem fica com muito amor, misericórdia e sinceridade só reza por esses irmãos, porque os quer muito bem, os respeita, mas também devam esquecer deles, deixando eles em paz. Porque não adianta ficar a se alastimar, correr atrás, adular pra voltar, por que tudo isso gera um clima muito ruim, desagradável, e não é nada saudável para os que ficam. É salutar encarar com naturalidade e deixar a pessoa ser bem livre pra seguir em paz o caminho ela mesma escolheu.

Devemos corresponder à graça do chamado de Deus.

A última ação de Pedro não foi a negação, foi o arependimento, mas a última ação de judas foi a traição porque ele não se arrependeu, isso aqui é importante. 

Porque Pedro, depois da experiência de traição, chora amargamente, tem humildade, reconhece que errou e volta atrás da sua atitude. enquanto que Judas, foi tomado pelo remorso, que nao leva ao arrependimento, saiu, correu e se matou .

É importante notar que todos tiveram o mesmo começo. Jesus subiu ao monte para rezar, chamou aqueles que Ele queria; eles foram até Jesus,  depois, Jesus designou os Doze para estarem com Ele, depois os enviou para pregar a Palavra de Deus. Todos tiveram o mesmo começo, ou seja, todos tiveram a mesma graça; a graça do chamado, a graça de estar perto de Jesus, a graça de participar do número dos Seus escolhidos e Seus eleitos.

A Palavra de Deus é bem clara quando fala sobre Judas que, depois, O traiu.

Esse depois, é que é o grande problema, onde Sao Paulo em Gálatas 3,3 resumiu dizendo: “Vocês começaram no Espírito e, agora, querem terminar na carne? para dizer: Vocês começaram na graça de Deus e querem agora terminar na perdição?” Não! Jesus quer que nós tenhamos consciência desse começo, dessa graça que nós recebemos.

Judas recebeu a mesma graça que Pedro e os outros apóstolos, foi a diferença na correspondência à graça que ele tinha recebido.

Jesus acolheu, amou, indtruiu e cuidou de Judas igual fez co os demais apóstolos.Judas foi acolhido, amado, cuidado, e direcionado por Jesus a mesma proporção a exemplo dos apóstolos. Mas chegou uma hora, lá pelas tantas que ele não quis mais continuar na graça do seguimento de Jesus. Mesmo triste com toda essa traição Jesus respeitou sua saída e a decisão que Judas tomou. E a comunidade dos apóstolos sentiu também, mas continuou a caminhada, não ficou remoendo a saída de Judas, e nem foi adular judas pra voltar, mas deixou ele ir, seguir em paz na escolha que ele fez. 

É assim que acontece em um carisma. Carisma é graça de Deus. Quem não quer caminhar aos moldes do carisma, se respeita e deixa partir em paz.

Mas diante de tudo isso uma vez o carisma senfo graça de Deus, ele continua firme e forte independente de quem quer que seja.

Todo carisma DJC é graça de Deus. Ele pertence unicamente a Deus que está a serviço da Igreja, e por isso que não é propriedade de ninguém, a não ser do próprio Deus.

Ninguém tem o direito de se apropriar de um carisma, de uma obra, de uma graça de Deus.

O DJC é um sopro do Espírito Santo que está a serviço da Igreja, é a uma resposta do amor de Deus para evangelizar o mundo.

Precisamos lembrar que a poda, também faz parte desse movimento criativo, construtivo e fundativo de Deus.

Não podemos esquecer que embora alguns poucos tenham vindo pra passar só um tempo, mas o certo é que muitos outros continuam caminhando, na alegria e na tristeza, na saúde na doença amando e respeitando, derramando o suor, o sangue, vestindo mesmo a camisa, lutando, encarnando a graça do carisma DJC pra valer e sustentando essa Vocação por meio da oração.

O DJC é fiel a Deus na sua grande missão de evangelizar à luz da Palavra, da Doutrina Católica e de levar todos ao “mergulho na Graça de Deus”.

Por graça de Deus, temos testemunhado que  muitos irmãos são alcançados no dia a dia, como nos muitos eventos de evangelização.

Devemos a cada dia é nos alegrar com os muitos irmãos que se achegam  e com os discípulos que estão e que se tornam de fato o carisma DJC vivo.

Não podemos nos espelhar em um ou outro que não quer continuar e sai, isso é pobre demais e falta de maturidade vocacional. Uma vez que sai é por que não tem a vocação DJC, ou se tem “é porque ele mesmo está a dizer pra Deus que não quer mais”. Embora Deus fique muito triste, Ele como pai respeita a decisão tomada e a opção feita.

Somos e devemos ser servos de Jesus, trabalhar somente pra Jesus, com Jesus e não devemos colocar apoio, segurança e esperança nas pessoas por mais que sejam boas.

O DJC é uma graça, um carisma, uma vocação de Daus. Ele está acima de qualquer autoridade, ministério ou pessoa.

O DJC só obedece a Jesus e a Igreja.

O que nos faz livres e felizes é servir a Deus e aos irmãos.

Em toda comunidade tem e vai sempre ter os erros, por ela ser feita de homens.

Existem erros na comunidade e que é impossível de não vê-los.

Mas não precisamos nos decepcionar e fraquejar por causa disso ou por aquilo, porque a comunidade muito embora seja imperfeita ela é também santa, o carisma é realmente um carisma santo, de Deus, igual aos demais carismas do Espírito Santo.

O DJC é um grande carisma do Espírito Santo que nos dá a possibilidade de “evangelizar até os confins da terra e multiplicar”.

A vocação de todo batizado é levar a Palavra de Deus até os confins do mundo, como assim ordenou o próprio Jesus nas Escrituras. “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16, 15).

“O que vos é dito aos ouvidos, proclamai-os sobre os telhados” (Mc 10,27).

São Paulo nosso Patrono, após a sua conversão, compreendeu essa necessidade de evangelizar, de anunciar a Palavra de Deus de maneira radical e multiplicar: “Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; é, antes, necessidade que se me impõe. Ai de mim, se eu não evangelizar” (I Cor 9,16).

O motivo pelo qual nós devemos evangelizar está em Marcos 16,15 que diz assim: “Ide por todo o mundo proclamai o Evangelho a toda criatura. Aquele que crer e for batizado será salvo, e o que não crer será condenado. Estes são os sinais que acompanharam aos que tiverem crido: em meu nome expulsarão demônios, farão em novas línguas, pegão em serpentes e se beberem algum veneno mortíferos nada sofrerão; imporão a mão sob os enfermos e estes serão curados”.

A gestão de uma comunidade deve ser feita e rezada com a mentalidade e visão, sabendo que é Deus de fato o verdadeiro dono (o "patrão"), e os membros são Seus ("operários").

O trabalho no DJC, mesmo com seus muitos desafios, é visto também como uma obra de "santificação" pessoal e comunitária.

A ideia é que a estrutura técnica (estatuto, gestão) esteja a serviço da "mística" (espiritualidade), onde a evangelização, a salvação das almas é a grande prioridade.

O processo de poda se faz necessário e sempre vai existir em qualquer comunidade seja ela com pouco ou muito tempo de caminhada.

A comunidade vai ser podada para ela mesma ser purificada e andar com segurança e maturidade. É assim o trabalho de Deus em que ele mesmo no decorrer do tempo e caminhada vai ajustando, acochando os parafusos, polindo e peneirando aqueles que Ele vai deixar pra contunuar o carisma.

O DJC sempre será uma obra renovado, ou seja, sempre terá novos rumos conforme a mão de Deus e o mover do Espírito Santo.

Os entendidos dizem que: enquanto o fundador estar vivo, a fundação sempre continua em fundação.

E isso é uma grande alegria e verdade.

O que afirma-se mais ainda o porquê do nome Movimento: “no DJC tudo é definido por causa do Estatuto mas nada é definitivo”. Por ser um Movimento de Evangelização, Deus não nos deixa ficarmos parados na rotina, na mesmisse, de tempos em tempos ele nos surpreende com coisas novas (...), vai desdobrando o que ele mesmo criou e recria, aponta-nos novas realidades e conduz-nos a rumos novos e desconhecidos, antes não imagináveis por nós, isso é obra de Deus, e admirável também aos nossos olhos.

Graças a Deus não perdemos a capacidade de nos maravilharmos diante da perfeição de sua obra que é o DJC. Ele se mostra sempre em constante “movimento” e por isso novo. Não temos como parar, envelhecer porque estamos em contaste “movimento”, e por estarmos em movimento sempre seremos DJC nesse mover do Espirito Santo.

Também não podemos idolatrar pessoas, em indeferimento da obra.

O DJC como graça de Deus, não se resume em pessoas, mas na essência do seu carisma evangelizador, missionário, santificador e multiplicador em toda obra e conteúdo que foi criado por Deus.

A batalha espiritual sobre uma comunidade de Deus é grande, e por isso há necessidade também de muita oracão de intercessão, jejum e adoração.

Aqueles que saem, que vão embora falando mal do carisma e expressando opinião contrária, não deveriam mais nem citar o nome, mas esquecer de vez.

Ao mesmo tempo que não podemos dar hibope a satanás ao ficar escutando comentários desse ou daquele, ou tercer comentários a cerca dessas pessoas.

Quem sai do carisma, decidiu dizer: não quero mais continuar na graça do Espirtito, prefiro terminar na carne como adverte Paulo em Gálatas 3,3, e ainda fica a falar mal, devamos é isolar essa pessoa no sentido de não termos mais nenhuma responsabilidade em acompanhar ela, mas termos cuidado e ficarmos a orar e vigiar.

Ninguém pode dar pitaco no carisma fundacional, que não é seu, e que não se conhece.

Se alguém foi acolhido, estudou, se formou, foi patrocinado, fez nome e se tornou gente no carisma, e ainda sai falando mal, é um tremendo ato de ingratidão, pois está cuspindo no prato que comeu, e essa pessoa não é digna mais de crédito, devemos mesmo é isolar e ter cuidado com elas isso sim.

E o silêncio para com toda a armadilha de santanás é a melhor resposta.

Temos é que ter o mínimo de respeito, zelo e amor pelo carisma fundacional DJC, e não ficar a falar mal.

Aqueles que largam o carisma optando em não querer mais ser, são livres pela escolha que fazem, o que nos resta é somente dizer: vão em paz! E entregar tudo nas mãos de Deus.

Aqueles que saem e aindo falam mal, devamos pedir é a Deus a sua “misericórdia” sobre essas pessoas, pois elas não sabem o que fazem.

E aqueles que acreditam no que essas pessoas falam, são piores ainda.

É o mesmo que acreditar em um filho que foi cuidado, amparado, alimentado, ao debandar da casa dos pais, se encontra a falar mal do seu pai e de sua mãe, e as pessoas por ingenuidade vão na onde e acreditam no que ele diz.

Muitos são artistas em fingir, teatrar, mentir, e são especialistas ainda na arte de representar, com esses devemos é ficar de olhos bem abertos, e termos cuidado com esse tipo de gente.

O ato de falar mal de outra pessoa, ou de um carisma de fundação, é indiretamente criticar a obra de Deus criada, já que o próximo e o carisma institucional também é uma criação de caráter divino.

Vejamos o que diz (Eclesiástico 42, 25): "Todas as coisas existem duas a duas, uma oposta à outra; ele nada fez que seja defeituoso."

Quanfo alguém fala mal do outro Tiago 4,11 já faz um alerta: "Irmãos, não falem mal uns dos outros. Quem fala contra o seu irmão ou julga o seu irmão, fala contra a Lei e a julga".

Ao falar mal de um carisma, de uma fundação, a pessoa tende a quebrar o equilíbrio e a unidade criados por Deus, gerando assim divisão e defeitos onde deveria haver complementos convidando à unidade, à gratidão e a enxergar a bondade divina nas obras de Deus, em vez de focar nas falhas alheias.

Sem falar que Deus vê tudo e nada lhe escapa, inclusive as palavras e pensamentos ocultos.

Eclo 42,15-26, é um hino à grandeza de Deus, incentivando a contemplação de suas maravilhas e a gratidão, evitando o marasmo da murmuração ou a difamação do próximo ou do carisma fundado.

Para cada comentário maldoso tecido, tem um outro lado que está sendo injustiçado, que também precisa ser ouvido e muitas vezes não vai ser mostrado pela parte ofendida por prudência, maturidade, sabedoria e discernimento.

Quem tem maturidade não rebate a nada, não perde tempo e nem gasta energia atoa se explicando, porque é como que “jogar pérola aos porcos” (Mt 7,6, toda explicação se esvai e vai se perder. O que resta somente é entregar tudo a Deus, e deixar o tempo correr, porque Deus, ele mesmo tomará as suas devidas providências.

Tem gente que cai na presunção em dizer, que o carisma que é graça de Deus vai acabar, porque um certo alguém decidiu em não querer mais ficar, em não comungar mais no carisma fundacional? Esse não entendeu foi nada! 

Quem é essa pessoa que é maior que um carisma fundacional? Como pode um carisma fundacional acabar uma vez que é criação de Deus? É triste mas tem gente ainda hoje com essa mentalidade de satanás.

Quem não quer caminhar se acolhe, Deus respeita e ponto final. Ele mesmo vai gerar os meios para o carisma graça dEle continuar a caminhar, crescer e dar muitos frutos com os que permanecerem por vocação.

Não precisa fazer tanto drama, porque todo carisma, graça de Deus é assim.

Carisma é um mistério de Deus: enquanto que uns vão ser acolhidos, evangelizados, pra ficar, permanecer, multiplicar e dar muitos frutos. Outros serão acolhidos, evangelizados e amados da mesma forma, mas não permanecerão, e o carisma de Deus segue sem esses e sem desespero.

É certo também que temos que suportar uns aos outros porque Deus nos chamou a viver em comunidade pra isso: pra nos treinar a melhorar! Mas não podemos ser ingênuos! Quem saiu, saiu e não precisamos mais adular pra ficar porque não é salutar.

Quando uma pessoa na comunidade faz o vocacional e chega a fazer o último compromisso com Deus na comunidade, é porque ela fez todo o histórico da vida dela, ela já mediu, já avaliou, já ponderou, já dicerniu, já disse: aqui é meu lugar, é aqui que vou ficar, por vocação e  porque Deus me chamou.

No dia que um discípulo professa o sim a Deus, para servir a Deus no carisma DJC, não é um faz de conta, não é de brincadeira, é de verdade e deva ser com sinceridade e definitivo.

Pedro, não seguiu Jesus por um tempo!

Mateus, não seguiu Jesus por um tempo!

João, não seguiu Jesus por um tempo!

O Apóstolo Paulo, ... não seguiu Jesus por um tempo mas até o fim e até a morte.

Da mesma forma é quem foi chamado a ser na Igreja e no mundo carisna DJC, não pode ser só por um tempo e pronto não. Carisma de Deus, chamado de Deus, vocação de Deus não é brincadeira. 

Nós vemos João falando do “amor de Deus, que Deus é amor”.

Mas presenciamos no capítulo 9 de Lucas, João e Thiago com o sentimento torpe de vingança: Mandando descer fogo para destruí-los: "Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?” (Lucas 9,54).
E Jesus logo repreende a atitude deles dizendo: “De forma nenhuma! Não é porque não somos acolhidos que vamos retribuir da mesma maneira com o mal. Não é porque não somos amados, que vamos retribuir com o ódio. Não é porque o outro nos faz mal, que vamos também retribuir na mesma moeda com o mal e da mesma maneira”.

Vejamos os defeitos, que vão aparecendo no nosso dia a dia, no decorrer da caminhada, na convivência e na vida em comunidade: nossa eu não pensava que você era assim.

Nós devemos levar os defeitos dos outros até na esportiva como poesia dizendo: um dia fulano vai melhorar, assin como um dia eu também vou melhorar, como você vai melhorar um dia e todos nós vamos.

Quantos anos existimos na comunidade, quantos anos precisamos aprender que precisamos tomar é vergonha na cara.

Há quantos anos estamos na comunidade, já era pra sermos uns santos e não somos, cada vez mais somos piores, e o pior é que os irmãos e membros da comunidade por estarem convivendo, vão vendo nossos defeitos.

Mas viver em comumidade é assim mesmo.

Não existe comunidade sem problema ou sem defeito.

Ninguém por mais que queira, consegue esconder as máscaras por muito tempo. Elas cedo ou mais tarde cairão como que escamas. 

Mas eles, precisam entender que viver em comunidade é isso: eles precisam me ajudar, assim como eu preciso ajudar eles ... Em todas as vocações e carismas é assim.

Tem uns com temperamentos fortes, outros mais mansos, outros mais explosivos, outros mais fracos, outros parece ate que estão com os joelhos pra trás,  outros mais desatentos e outros ingênuos por demais em não ver quando o lobo está se aproximando com suas armadilhas, e a gente vai caminhando assim, tombém se reconciliando, pedindo perdão a Deus e levando na esportiva os desaforos, ate o dia que Deus nos chamar.

Imagina alguém com a vocação DJC sair, largar o seu carisma, o seu ministério, o chamado que Deus um dia fez, por causa daquela pessoa que também está debaixo do mover de Deus. 

Ha medida que eu falo que aquela pessoa é cheia de defeito, e por isso pego a mochila e vou embora, então estou dizendo e afirmando que eu sou um santo, perfeito e aquela pessoa é pecadora.

Temos que dizer no dia a dia: Nossa não é facil viver e conviver com aquela pessoa, mas Deus me chamou; por isso vou me submeter a vontade de Deus; porque preciso melhorar em muita coisa; eu preciso conquistar aquela pessoa porque não sou santo não.

Nos deparamos com as fragilidades humanas, com os muitos defeitos que nós temos, quando ministramos uma pregação, muita gente é tocada e se converte.

Ai quando nos deparamos com a graça de Deus em meio a nossa fraqueza, miséria, aí pensamos naquilo que São Paulo diz: estou é com muito medo viu em estar levando muitas pessoas para o céu e eu estar me perdendo! Eu não posso me perder, preciso também lutar pela minha santidade.

Já teve muita gente que Deus chamou para fazer parte do carisma e em um determinado momento, eles debandaram, resolveram ir embora, disseram pra Deus na maior cara de pau: Não quero mais preferindo terminar na carne como diz São Paulo!

Quando a pessoa diz sim a Jesus, fez um compromisso com Deus, decidindo servir a ele através do carisma que ele chamou, prometendo amor e fidelidade, significa que tem vocação.

Agora é a própria pessoa que lá pelas tantas está dando uma resposta a Deus dizendo: Eu não aguento, eu vou embora!

Embora Deus continue chamando e quer que essa pessoa continue na vocação. Mas é ela mesma é quem está respondendo a Deus e decidindo em querer ir embora por ela mesma.

Já uma pessoa que está ainda no processo  formativo, crescimento e amadurecimento, é diferente, porque essa pessoa ainda está a passar por um período de maturação, averiguação vocacional, se é esse o carisma ou não, se é isso mesmo ou não, se foi apenas um entusiasmo tomado pelo momento de euforia como vimos no Evangelho de Lucas 9,57: “Enquanto Jesus e seus discípulos caminhavam, alguém na estrada disse a Jesus: ‘Eu te seguirei para onde quer que fores’'.

Jesus usa essa pequena parábola para ilustrar qual é o verdadeiro caminho do discipulado. Ser seu discípulo é tornar-se alguém tão concentrado em sua missão quanto o agricultor que ara sua terra. Não é possível olhar para trás, ter outras preocupações ou distrações.

Envolver-se com o reino de Deus significa “já” estar com a mão no arado e não se pode perder tempo nenhum.

Jesus é mais exigente que Elias, pois enquanto este permitiu que Eliseu fosse despedir-se de seus familiares, nem isso Jesus consente. É nessa radicalidade que este voluntário é surpreendido.

Não se pode esperar o pai morrer, mas também não se pode nem despedir-se dele.

O discipulado exige um engajamento imediato. Este homem foi confrontado com a radicalidade nua e crua da “urgência” com que se deve tratar o discipulado e o reino de Deus.

Porque pra seguir Jesus é preciso ter disposição de alma, de coração e vontade.

E aí é que nesse período do processo de maturação, de averiguação vocacional a pessoa pode dizer: É não é isso não, esse não é o meu chamado não. E quem acompanhada também diz é eu também já tinha percebido que você não tem a vocação mesmo não. E com todo esse dicernimento a pessoa é direcionada a ir embora.

Mas quando uma pessoa já faz anos e anos que caminha na Vocação, que já passou por todo o processo de lapidacao, sabe da essência do carisma, disse sim a Jesus, fez opção por ele em continuar em seu seguimento servindo a ele e aos irmãos na comumidade, mesmo assim decide ir embora, ela está literalmente dizendo pra Deus que não quer mais! Isso é  ingratidão.

Há medida que alguém disse sim a Deus em continuar no carisma vocacional, é porque foi provado e muito bem provada e vai continuar sendo provada porque diz Jesus: “Jesus disse a todos: ‘Se alguém Me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-Me"(Lucas 9,23).

Para seguir a Jesus é preciso renunciar a si mesmo e abraçar a sua cruz. Sigamos a Jesus com todo o nosso amor e de todo coração.

Quando mais a gente ver cruz dentro da comunidade, quanto mais a cruz pesa pra mim eu digo: eu tenho vocação.

... Quanto mais um irmão me despresa, quanto mais sou colocado de lado, em escanteio, não sou valorizado no meu carisma, naquilo que faço, ... eu digo eu tenho vocação!

Porque foi exatamente isso que Deus disse.

A vocação não é avaliada quando ela está recebendo aplausos não.

A vocação não é avaliada quando ela é reconhecida, está diante de uma multidão e todo mundo aplaudindo, batendo palmas pra ela não.

A vocação é avaliada quando a pessoa passa pela humilhação, pela via crucis, pelo martírio, pelo calvário, e está na cruz crucificada com Jesus Cristo, sendo desprezada por todo mundo, insultada, perseguida, injustiçada, caluniada, ... e mesmo assim ela está ali perseverante, firme e fiel até o fim.

É exatamente aqui que a vocação é avaliada.

É aqui que o sim dado é validado no amor a Jesus, onde a pessoa diz: É aqui que vou ficar até a morte. Pois se Jesus passou pela morte eu com ele, unido a ele passarei também.

Mesmo que percebamos que as coisas não estejam nada bem para o nosso lado, Jesus está ali dizendo: aguenta firme servo bom e fiel, seja humilde, sofre as provações, as demoras de Deus, dedica-te, espera com paciência só mais um pouco, não tenha medo das injúrias, da perseguição, ... vai em frente.

Quem diz em uma comunidade que não quer carregar cruz, coitado desse discípulo, não entendeu foi nada sobre o que é seguir a Jesus Cristo na humilhação.

Toda Vocação é avaliada pelo chamado, e não pelo que se está vivendo na comunidade feita de pecadores não.

Todos nós precisamos uns do outros.

Mas é certo que na comunidade passamos ou vamos passar pelo esmeril, onde um vai se batendo com o outro, porque precisamos passar pelo processo de lapidação, pelo polimento intenso, transformando a pedra bruto em algo precioso. O processo contínuo de polir é necessário para se alcançar a perfeição.

É na humilhação que eu vou evangelizar, assim como os discipulos foram.

Agora o que não podenos fazer, é como o ingrato e desobediente Lutero, que ao se deparar com os muitos defeitos se achou o tal e disse: estou indo embora! Largou a Igreja de Jesus, e fundou outra igreja.

Precisamos ser é como são Francisco de Assis, que mesmo vendo os muitos defeitos da Igreja permaneceu firme, continuou ali na humildade, no caminho, na única verdade, seguindo, servindo e sendo fiel.

É bom quando na comunidade tem as coisinhas, porque é nesse exato momento que vamos provar pra Jesus se O amamos mesmo; é nesse momento que queremos dizer pra Jesus que queremos viver a reconciliação; é nesse momento que querermos viver com ele e mostrar pra ele que realmente ele nos chamou para fazer parte do carisma e evangelizar através dele.

Como não somos ingênuos, temos tambem a plena consciência de que satanás está muito irado com aquele que decide ficar, permanecer, seguir e servir a Jesus no carisma DJC. Porque ele sabe que o DJC é um designio de Deus. E aquele que continuar fiel servindo e evangelizando com a vida vai continuar sofrendo combates espirituais como São Paulo sofreu.

Nosso Carisma é pra esse tempo de perseguição em que será mais difícil ainda se dizer sim a Deus em um mundo secularizado, mundanizado e tomado pelas obras do demônio. Quanto mais se aproxima a volta de Jesus, mais difícil será permanecer fiel, evangelizar, se santificar e multiplicar.

Os embates que enfrentamos para levar nosso carisma, nosso ministério adiante, será muito maior do que daqueles que não estão em uma conunidade, porque o inimigo está de olho em nós, mas não precisamos ter medo dele, ele é que precisa ter nedo de nós.

Porque além do meu (seu, nosso) ministério que é um desígnio de Deus, existe o sob, ou seja o meu (seu, nosso) ministério está sob, o carisma DJC. O ministério só existe porque existe o carisma. Nada é maior que um carisma. Nemum ministério existe sem a graça do carisma essa é a verdade.

Se o carisma, o ministério é para a evangelização e o resgate de muitas almas, é claro e óbvio que o inimigo nunca vai estar feliz, ele vai se opor 24 horas.

Por isso precisamos rezar incessantemente, fazer Jejum, penitência, dobrar os joelhos em adoração, porque a nossa vida está nos condimentos de Deus, está no coração do Senhor, ele sabe, ele vê a luta, o suor que cada um que vive dentro na obra todos os dias pra manter o carisma vivo pelo amor a Deus.

Esse é o momento de muito jubilo, de louvor e agradecimento a Deus pelo carisma DJC existir como apostolado na Igreja.

Por tudo que ele foi fazendo dentro desse carisma e dentre de cada um de nós.

Com o salmista rezamos o salmo 115, em que a letra exalta o reconhecimento dos benefícios de Deus e a entrega da própria vida: Que poderei eu retribuir ao Senhor Deus por tufo aquilo que ele fez em meu favor”.

Este salmo nos faz lembrar que o agradecimento deve vir de um coração sincero, reconhecendo a vida e as bênçãos como dons de Deus.

É bem dificil conviver com a santidade desse carisma DJC no dia a dia, é bem desafiante, se não rezar, humanamete falando não se consegue levar pelas próprias forças, é impossível.

Entendemos hoje que o carisma é santo.

Que o DJC é vontade de Deus que que estejamos imersos nesse carisma.

O carisma DJC é a via concreta para cada um de nós evangelizar alcançar a santidade e fazer multiplicar.

As casas do DJC deva ser um clima espiritual agradável, diferente e muito bom, em que a pessoa ao entrar logo sinta a paz de Deus. Mesmo que alguém não tenha dons carismáticos, místicos e nem sensitivos demais, mas logo de cara ao entrar no DJC deva sentir essa graça e essa paz que vem de Jesus. Porque quando alguém tem a sintonia espiritual se consegue sentir e ver quando é uma coisa de faxada e quando ela tem profundidade. Mesmo sendo humanos, mesmo em meio aos muitos defeitos e pecados que temos, deva haver uma disponibilidade em cada um para que Deus haja, para que se faça a graça acontecer, porque toda pessoa disponível que se entrega a Deus de verdade deseja que ele faça a transformação, triture e passe no moinho a tal ponto que seja modelada por ele.

Precisamos enxergar e entender que Deus está no DJC.

Por isso que precisamos defender essa obra, nos tornar como verdadeiros malucos, que vamos ter que vestir a camisa e como verdadeiros advogados unidos ao Espirito Santo claro, lutar em defesa dessa obra de Deus e pelos frutos de salvação que ela está a produzir: quantos milagres, quantas graças, quantas curas, quantas vidas transformadas, quantos testemunhos.

Na nossa vida de espiritualidade Deus muitas vezes nos surpeende. Nós nos deparamos com o impossível, e nos aproximamos de Deus querendo alguma coisa: um milagre.

Só que Jesus é que se aproxima de nós de forma diferente: ele vem como criança, ele vem como cruscificado que diz tenho sede, ele pede algo de nós e temos que dar e fazer sua vontade através do nosso carisma fundacional.

Deus sempre nos surpreende pedindo algo. Nós querermos algo de Deus, mas ele quer algo de nós, isso é um grande gesto de amor.

Jesus amando a samaritana pede a ela: "da-me de beber"

E Jesus pede a cada um de nós assim como pediu a samaritana: amor, evangelização, santificação e multiplicação. Pede a cada um de nós que o amemos de verdade.

Jesus tem sede na nossa fé, ele tem sede do nosso amor independente do que nós sejamos, nunca nos tornemos indignos de amar Jesus, ele quer o nosso amor.

"Não é preciso ser perfeito para seguir uma vocação!"

A Vocação DJC não é um chamado para os santos, para os perfeitos, mas sim para os disponíveis, com os seus muitos limites, os medos, as histórias reais.

Deus chamou e nos chamou para ser DJC, para nos curar, nos moldar, nos libertar, e nos santificar ao passo que vemos caminhando e mergulhando.

Deus não espera que venhamos prontos e com tudo já resolvido, mas ele mesmo que chamou é que vai resolvendo, colocando tudo no seu devido lugar, não em um passe de mágica, mas ao passo que cada um vai caminhando, se entregando, servindo e sendo fiel.

Ele espera o nosso sim todo dia, com tudo o que nós somos, inclusive com nossas fragilidades e imperfeições.

É no seguimento de Jesus, é caminhando, é crescendo, sendo fiel, é evangelizando que Deus vai formando, curando, libertando e conduzindo.

No nosso coração, já existe a graça, a chama ardente do Ser DJC, então já é o começo, o que nos resta é desejar continuar caminhando, crescendo, servindo, lutando pelas tentações,  persistindo, sendo fiel ... e confiando no poder de Deus.

Se até aqui alguém não buscou a santidade como devia é hora de emendar-se, de buscar essa santidade com profundidade, com amor ao carisma que o elegeu. Foi Deus quem elegeu e não se pode negar ou renegar esse carisma tão sagrado e tão divino. Não dá pra dizer não, é precisa se lançar cada vez mais, não dá pra negar e nem voltar pois o barco já está em alto mar.

É próprio do DJC querer que quem foi pescado pescar outros, ou seja, carisma de multiplicação.

O Carisma Vocacional não é um carisma pessoal, mas comunitário, ou seja, comum a todos membros do DJC. Ele une e dá o mesmo estilo de vida e missão a todos os outros carismas individuais dentro do DJC. Somos Igreja com o estilo DJC. Por exemplo, existe um jeito de ser próprio dos franciscanos dentro da Igreja, sua espiritualidade, seu hábito, suas casas, o modo como evangelizam e conduzem as paróquias. De igual forma existe um jeito de ser próprio das carmelitas, Canção Nova, Caminho Neocatecumenal, redentoristas e assim por diante. Cada instituição tem um jeito de ser dentro da Igreja, uma espécie de DNA espiritual que tem raízes no Carisma Fundacional.

O DJC é uma escola. Não se pode cortar o que é próprio da graça do carisma, porque vem da sua própria fundação.

Não se pode ter só Siloé no DJC, etc, tem que ter o grupo de Evangelização, pra santificação e multiplicação, por ser ele uma escola.

Temos que fazer nossa parte zelando pelo carisma DJC para que ele não morra. 

Como também continuarmos caminhando no carisma fundacional, nos esforçando na caminhada com Deus pela graça do Espírito Santo (perfeição espiritual), e não terminarmos na carne (fracasso, decepção, traição, soberba, ngratidão). 

Temos que evangelizar com o DJC, e como DJC conforme nosso Carisma Vocacional.


Sheila Sales – Discipula Comprometida de Aliança - DJC.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Escolher a comunidade

 




“Oh, como é bom, como é agradável para irmãos unidos viverem juntos. É como um óleo suave derramado sobre a fronte, e que desce para a barba, a barba de Aarão, para correr em seguida até a orla de seu manto. É como o orvalho do Hermon, que desce pela colina de Sião; pois ali derrama o Senhor a vida e uma bênção eterna.” (Sl 132, 1-3).

São Bento de Núrsia diz: "Aqueles que vivem em comunidade pertencem a uma raça fortíssima."

São Bento destaca a importância de se viver a fé em uma comunidade unida, acolhedora e espiritualmente ativa.

São Bento valoriza o trabalho conjunto e a obediência na comunidade como meio de luta espiritual, formando discípulos cada vez mais resistentes, diferentes dos (que vivem sozinhos) ou (que vagam sem rumo).

A vida em comunidade facilita a vivência do Decálogo e também ajuda a manter o equilíbrio espiritual e psicológico. 

São Bento dizia ainda que a vida em comunidade é vista não apenas para monges, mas como uma inspiração de equilíbrio, silêncio, oração e trabalho para a vida cotidiana de todos os fiéis.

É justamente essa força de reajustar, alinhar, perdoar, superar, suportar uns aos outros, permanecer, retornar a Deus, amar de novo, a força que vem do alto, que vai nos movendo, nos capacitando porque eu quero.

Você precisa dar essa resposta para vive e conviver em comunidade.

A vida da fé exige uma resposta pessoal e particular: "eu quero a vida comunitária."

Porque nós podemos passar a vida inteira rejeitando o que Deus na sua Onipotência, Onipresença e Oniciência quis fazer.

Outra coisa da vida em comunidade é: "eu quero viver a vida com estes."

Nós que vivemos em comunidade, não escolhemos com quem vivemos.

Se você vai casar, espera-se que você tenha escolhido o seu noivo, a sua noiva, desde o namoro. Há uma escolha aí que foi rezada e planejada intencionalmente.

Mas na vida comunitária é bem diferente. 

Na vida Comunitária, você escolheu esse aí que está do seu lado? Não!

Por isso que a maior segurança nossa, é que fomos escolhidos por Deus  e só Deus é quem pode nos dispensar.

É uma segurança que Deus nos escolheu e que escolheu você.

E também é uma segurança pra vida comunitária, que Deus quis essa pessoa aqui.  

Muitos que foram evangelizados e que estão na comunidade é bem certo que "vão passar" e outros  "vão permanecer", "vão ficar", nem todos vão ficar. 

Alguns vem "viver a missão", outros "são missão" para comunidade, no sentido de que eles não eram chamados a uma vocação. Mas estiveram ali para nos fazer crescer e para crescer conosco. Então eles são missão da conumidade. Mas aqueles que de fato ficam, que aderem ao chamado, se tornam missão da comunidade. E isso é muito bom.

Santo Agostinho diz que o motivo principal da vida fraterna é: estarmos unidos! 

É o amor de Cristo que nos une, esse é o verdadeiro motivo da vida fraterna.

Nós não estamos aqui por causa de nós mesmos, nem por causa uns dos outros, é por isso que dá certo. Porque quando você está por causa do outro, você se prende ao sentimentalismo e aos sentimentos.

Mas quando você está na comumidade porque justamente é para estar unido no amor, servir o  amor, amar o amor, é o amor que faz a diferença, que vem de Deus e que nos uniu. 

Foi Ele. Ele me quis. Ele quis o outro. Então nessa dinâmica eu posso me encontrar mesmo que eu não esteja bem. 

Vindo da comumidade temos as simpatias e as antipatias.

Nem todos sentimos essa necessidade de estarmos mais próximos, e isso não é ruim. Vamos ter pessoas em que nós vamos conviver mais, e outras pessoas que vamos conviver menos. E está tudo certo.

Mas isso não faz a diferença do carisma, e nem a diferença do amor. Porque o amor não está ligado ao sentimento, o amor está ligado justamente ao relacionamento livre, consciente e saudável a Cristo Jesus que nos forma, que nos faz crescer em santidade e justiça todos os dias da nossa vida. 

O amor está ligado nesse atendimento um do outro em todas as suas necessidades reais e é exatamente a comunidade que atende todas as necessidades reais da pessoa que está junto.

O que ela não atende são as necessidades, as satisfações, as vontades e os desejos irreais da pessoa que está junto.


Os três pilares de um Carisma e Fundação são: 

1.  A vida de oração (pessoal diária e semanal comunitária)

2.  A vida fraterna e comunitária, (diária e mensal)

3.  E o apostolado (serviço e a missão).


Hoje falaremos a importância e necessidade da vida fraterna como sustento e fermento para o carisma.

O que é a Vida Fraterna?

A vida fraterna é a vivência dos cristãos em comunidade, sob a regra áurea dos mandamentos divinos e sustentada pelo Espírito Santo. É comparável a uma família que possui o pai, a mãe e os filhos. 


Na comunidade cristã também é assim:

– um mesmo Pai, Deus; 

– uma mesma Mãe, a Igreja; 

– e os filhos todos reunidos pela vontade e presciência de Deus Pai.


Chamados a viverem juntos:

Não são os pais que escolhem os filhos, da mesma forma acontece na fundação, na vida comunitaria, não é o fundador que escolhe os discípulos vocacionados; eles chegam atraídos pela grande força do carisma, de todos os lados, de todas as culturas, com as mais diversas idades, e, como assim é em uma família, que crescem juntos, como irmãos, sob o olhar de um único Pai que é Deus Pai, Providente e Misericordioso.

Foi a partir de Pentecostes que se pôde realizar o ideal da fraternidade, e isso aconteceu não entre irmãos ou entre pessoas da mesma cultura, mas entre pessoas totalmente desconhecidas entre si.


Celebrar Juntos:

Assim como em uma família, na vida fraterna também se partilha tudo, tudo que o Pai envia em sua providência. 

Os irmãos recebem de acordo com a necessidade de cada um. 

Um bebê não tem as mesmas necessidades da filha jovem prestes ao casamento, por isso, na vida fraterna, cada um, como irmão, deve aprender que existem necessidades diferentes, particulares que Deus dará, ou tirará, como lhe aprouver.

Alegrar-se com a alegria do outro, entristecer-se com sua tristeza do outro e rezar nos momentos de fragilidade, quedas e dor do irmão é um dom que somente é conquistado por quem ama, para viver em fraternidade é preciso aprender a amar.

O ciúme, a inveja e o egoísmo são os grandes inimigos da vida fraterna, essas fraquezas devem ser enfrentadas, admitidas e levadas ao formador pessoal e diretor espiritual.

As fraquezas humanas e as más tendências somente serão superadas e vencidas, pela partilha da verdade, oração recebida e pela graça do carisma que é maior que as fragilidades dos vocacionados.

Certamente terão maior dificuldade em viver a fraternidade aqueles que vêm de famílias onde não existia o amor entre os irmãos. 

Fiquem tranquilos: Amar se aprende, o próprio Amor que é Jesus ensina a amar.

"Se imaginais viver em comunidade sem serdes constrangidos a suportar os defeitos dos co-irmãos, estais enganados”. (São João Batista de La Salle).


Momentos fraternos:

Podemos evidentemente dizer que todos os instantes que os co-irmãos estão juntos é vida fraterna, mas, toda a fundação necessita de momentos fraternos, pois os irmãos precisam também partilhar sem interesse, brincar juntos, lanchar, almoçar,  perder tempo mesmo com o outro para conhecê-lo melhor, amá-lo e principalmente, cada discípulo vocacionado precisa sair de si mesmo, de seu mundo confortável e isolado de viver, para encontrar o outro, para a convivência com os irmãos.

Quem organiza e determina os momentos fraternos são as autoridades da fundação conforne a disciplina comum existente, e que devem acontecer semanalmente (se tratando de comunidade de vida) e periódica(mensalmente) para os demais não consagrados. 

Os encontros entre irmãos deverão ser reservados, privados e estruturados para quem somente é da comumidade:

1.  Só pode participar dos momentos de convivência, quem é da comunidade. Tudo isso para salvaguardar a privacidade que precisa ser preservada e não violada!

2.  O que estes discípulos vam fazer? Muito Simples: Conviver, partilhar sem interesse, brincar juntos, lanchar, almoçar, perder tempo com o outro para conhecê-lo melhor e assim amá-lo.

3.  Como? Com disciolina e oração, colocando Deus no centro, cultivando a humildade e buscando a santidade nas ações diárias.

4.  Quando? Diariamente para quem é da Comunidade de Vida ou Aliança, e mensalmente para os demais membros.

5.  E Onde? A própria comumidade quem determina o local, contudo que seja privado, só para os que pertencem a comunidade e estão caminhando para que sejam acompanhados, olhados e observadas mais de perto, acolhidos, amados e até exortados. 

Na convivência comunitária é algo bem reservado. 

Na hora que começar a ter alguém de fora da caminhada, a pessoa responsável vai tirar o foco dos discípulos, pra focar na pessoa de fora.

O certo é que todos que caminham e pertencem a comumidade precisam participar da convivência! 

A vocação à comunidade é considerada um chamado para sair da solidão,da ilha, da redoma de vidro, e viver o relacionamento com Deus e com o próximo. 

Nenuma pessoa foi chamada pra uma comunidade pra viver de forma isolada. A vida em comunidade por si só, pede convivência.

A convivência comunitária é uma "vida em saída", focada na oração e na santificação da família, superando o isolamento da sociedade moderna.

A presença de todos os membros da comunidade é indispensável, intransferível e inalienável, por pura necessidade, podendo evidentemente no caso dos casais com filhos se revezarem entre si. 

A presença nestes momentos não pode ser livre, se faz necessário, pois, a idéia que se passa para muitos estar junto é que é um fardo, e não é assim, a tendência é esquivarem-se, estes irmãos que trazem dentro de si, dores que somente serão curadas, justamente através da fraternidade. Por isso mesmo que precisam estar, para serem curados, tratados e libertos das dores e  traumas. 

As atividades dos momentos fraternos devem ser realizadas dentro do carisma da própria comunidade.  

As autoridades e coordenadores  também devem participar dos momentos fraternos junto com seus discipulos, e reajustá-los sempre que necessário, isso fará um grande bem a eles enquanto autoridades e edificará a comunidade.

 

Juntos para sempre:

“É como o orvalho do Hermon, que desce pela colina de Sião; pois ali derrama o Senhor a vida e uma bênção eterna.”

Podemos ter uma certeza: no estado definitivo, na vida eterna, quando estivermos no céu, não viveremos isolados, mas em uma festiva e gratificante união.

Lá entraremos em extraordinária comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Além Deles, com a multidão dos santos e santas, com a comunidade dos que foram salvos, com a agradável companhia da humanidade de todos os tempos.

Uma fraternidade que cresce na obscuridade cotidiana torna-se, por sua vez, um raio de luz que prenuncia a luz solar da fraternidade definitiva, jubilosa, beatificante.

Vale a pena renovar nossa decisão e adesão por Cristo, caminhando, convivendo, crescendo e combatendo o mal junto .

“Aqueles que vivem em comunidade pertencem a uma raça fortíssima” (São Bento). 

Essa força de reajustar, alinhar, perdoar, superar, suportar um ao outro, retornar a Deus, amar de novo, força que vem do alto, que vai nos capacitando. É preciso querer a vida comunitária com estes que Deus escolheu. 


Pregação de Gislaine, Cofundadora da Comunidade Oásis